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Este é o blog da LOURAMBI, Associação para a Defesa do Ambiente do Concelho da Lourinhã. Participe!

Sunday, April 10, 2005

Novo logotipo da Lourambi.

A Direcção está a pensar em modernizar o logotipo da Lourambi. Este já está idealizado sendo uma folha de Loureiro, árvore tão simbólica para a nossa terra.
Epera-se a aprovação formal na próxima Assembleia Geral.

Saturday, April 02, 2005

A arquitetura paisagista, aplicada pela minha terra, volta e meia dá um ar de (des)graça!

Do outro lado da rua, em frente ao café Topa Mar lá estão dois passeios de calçada tipíca portuguesa para os peões.
Não, não é por estarem com carros que os carros não estacionam lá em cima! É que nos passeios, que já não são muito largos, talvez um metro, construiram caldeiras a meio.
As caldeiras são aqueles buracos que se fazem no meio dos passeios para que os troncos das árvores saiam mas as raízes não se desenvolvam. Ainda um dia hei-de perceber a compatibilidade disto!
Como as caldeiras foram construídas a meio, SE estivessem lá árvores as pessoas teriam de sair do passeio para as contornarem!
Mas então qual é o problema?
É que ao lado desses passeios existe canteiros públicos com a mesma largura, ou mais, de relva (leia-se chorões), onde nunca se plantaram árvores.
Qual é a lógica?
É que as árvores se plantam no meio do passeio, que é onde se fazem caldeiras, mesmo que ao lado haja terra e espaço para que elas cresçam livremente!
Só visto!

Simão

Friday, April 01, 2005

ESTATUTOS Lourambi
Associação para Defesa do Ambiente do Concelho da Lourinhã

Capítulo Primeiro
Constituição e Fins
Artigo primeiro
A “LOURAMBI - Associação para Defesa do Concelho da Lourinhã”, adiante abreviadamente designada por Associação, é criada com base na lei em vigor e sem fins lucrativos, sendo o seu âmbito local.
Artigo segundo
São fins da Associação a defesa do meio ambiente por forma a evitar poluição atmosférica, dos solos e aquática, visando ainda a preservação do seu património natural e construído, bem como a harmonização arquitetónica.
Artigo terceiro
A Associação tem a sua sede na Avenida dos Bombeiros Voluntários – Centro Comercial do Rossio, na Lourinhã.
Artigo quarto
A Associação rege-se pelos presentes estatutos e pelas leis Portuguesas aplicáveis, podendo filiar-se em quaisquer congéneres ou com elas estabelecer protocolos de cooperação.

Capítulo segundo
Património Social e Associados
Artigo quinto
Constituem património da Associação:
1- A quotização dos associados;
2- Quaisquer subsídios, doações ou delegados;
3- Os rendimentos de bens próprios, fundos de reservas que venham a ser constituídos, bem como os capitais depositados.
4- Quaisquer bens de natureza material ou outra que a Associação venha a adquirir.
Artigo sexto
1- A Associação será constituída por um número ilimitado de pessoas singulares ou colectivas, residentes ou não no concelho.
2- São sócios efectivos as pessoas singulares e colectivas que, para esse efeito, se inscrevem na associação.
Artigo sétimo
São direitos dos sócios legalmente inscritos:
1- Votarem e serem eleitos para os órgãos sociais da Associação nos termos previstos nos estatutos;
2- Tomar parte activa nos trabalhos da Assembleia Geral e submeter as propostas que julgarem convenientes, desde que se enquadrem no âmbito e nos fins a que se destina a Associação;
3- Beneficiar dos serviços prestados pela Associação e serem informados das actividades por ela desenvolvidas;
4- Recorrer para a Assembleia Geral de qualquer decisão de outro órgão social quando esta contrarie os presentes Estatutos.
Artigo oitavo
O sócio legalmente inscrito tem os seguintes deveres:
1- Aceitarem os cargos para que forem eleitos, salvo impossibilidade devidamente justificada;
2- Contribuírem para os fins expressos no Artigo segundo destes estatutos e colocarem à disposição da Direcção, quando lhes for solicitado, os elementos consultivos que possuam para o estudo e encaminhamento de soluções relativas a problemas surgidos no meio ambiente;
3- Comparecerem e tomarem parte nos trabalhos das Assembleias Gerais;
4- Regularizarem atempadamente as quotas estabelecidas em Assembleia Geral.
Artigo nono
A quota a pagar pelos associados é fixada em Assembleia Geral e deverá ser paga semestral ou anualmente na sede da Associação.

Capítulo Terceiro
Órgãos Sociais
Artigo décimo
Para todos os efeitos legais, a Associação disporá dos seguintes órgãos sociais:
1- Assembleia Geral
2- Direcção
3- Conselho Fiscal

Capítulo Quarto
Assembleia Geral
Artigo décimo primeiro
A Assembleia Geral é a reunião de todos os sócios no pleno gozo dos seus direitos, em sessão devidamente convocada, e a sua competência e forma de funcionamento são prescritas nestes Estatutos bem como nas disposições legais aplicáveis, nomeadamente os artigos cento e setenta a cento e setenta e nove do Código Civil.
Artigo décimo segundo
A mesa da Assembleia Geral será constituída por um Presidente, um Vice Presidente e um Secretário, eleitos para um biénio, podendo ser reeleitos para novo mandato em idêntico período de tempo.
Artigo décimo terceiro
A Assembleia Geral reúne ordinariamente uma vez em cada ano civil, mediante convocação do Presidente, enviada com pelo menos oito dias de antecedência, competindo-lhe:
1- Apreciar e votar os relatórios e contas da Direcção e os respectivos pareceres do Conselho Fiscal;
2- Discutir e votar as propostas apresentadas pela direcção, Conselho Fiscal, por qualquer sócio ou Comissão específica criada pela direcção;
3- Eleger a Mesa da Assembleia Geral, a Direcção e o Conselho Fiscal;
4- Determinar o valor da quota mínima mensal a pagar pelos sócios;
5- Tomar as medidas que julgar convenientes para o prestígio e eficiência da Associação.
Artigo décimo quarto
A Assembleia Geral Ordinária não poderá funcionar em primeira convocação com menos de metade dos sócios no pleno gozo dos seus direitos, mas funcionará com qualquer número de sócios presentes, em segunda convocação, meia hora após a primeira convocação.
Artigo décimo quinto
A Assembleia Geral reúne extraordinariamente em qualquer época do ano civil, por iniciativa do seu Presidente, por proposta da Direcção ou Conselho Fiscal, e ainda a pedido, devidamente justificado e fundamentado, de pelo menos trinta sócios em pleno gozo dos seus direitos.
Artigo décimo sexto
À Assembleia Geral Extraordinária compete:
1- Votar a alteração dos estatutos e deliberar sobre a dissolução da Associação;
2- Destituir os órgãos sociais.
§ único: As deliberações tomadas em Assembleia Geral Extraordinária só serão válidas com o voto favorável de, pelo menos, três quartos do número de associados presentes ou representados na sessão e que se encontrem no pleno gozo dos seus direitos, salvo caso de deliberação sobre a dissolução que requerer o voto favorável de três quartos do número total de associados.
Artigo décimo sétimo
Compete ao Presidente da Assembleia Geral:
1- Convocar e dirigir as sessões da Assembleia Geral;
2- Verificar a elegibilidade dos sócios propostos à eleição para os órgãos sociais;
3- Resumir as questões e pô-las à discussão e votação, quando tal se justifique.
Artigo décimo oitavo
Compete ao Vice-Presidente substituir os Presidente nas suas faltas e colaborar com este no desempenho das suas funções.
§ único: No caso de ausência ou impedimento do Vice-Presidente, este será substituído pelo sócio mais antigo presente à reunião.
Artigo décimo nono
Ao Secretário compete auxiliar o Presidente e o Vice-Presidente na condução dos trabalhos da Assembleia, redigir as actas e preparar o expediente das sessões, dando-lhes o necessário seguimento.

Capítulo Quinto
Direcção
Artigo vigésimo
A Direcção é constituída por um Presidente, um Vice-Presidente, um Secretário, um Tesoureiro e um Vogal.
Artigo vigésimo primeiro
Compete à Direcção:
1- Zelar pelo integral cumprimento dos estatutos.
2- Estudar as alterações aos estatutos e submetê-las à aprovação da Assembleia Geral;
3- Elaborar o programa anual de trabalhos e correspondente orçamento, executando-os depois de aprovados pela Assembleia Geral;
4- Executar as resoluções da Assembleia Geral;
5- Apresentar à Assembleia Geral as propostas que julgue convenientes aos interesses da Associação e solicitar a convocação da Assembleia Geral em sessão extraordinária, quando o entender necessário;
6- Proceder à admissão e suspensão dos sócios;
7- Administrar os fundos da Associação;
8- Constituir grupos de trabalho, de que farão parte sócios de reconhecida competência e idoneidade, para o estudo e apresentação de sugestões sobre problemas existentes ou que possam a vir surgir no meio ambiente local;
9- Promover ou organizar sessões de carácter técnico, de esclarecimento ou de sensibilização, relativas ao meio ambiente.
10- Apresentar na Assembleia Geral o relatório e contas da sua gerência do ano anterior, contas que estarão patentes ao exame dos sócios na sede da Associação, durante os oito dias que precedam a dita Assembleia, bem como a proposta de orçamento para o ano seguinte;
11- Representar a Associação e exercer as demais competências que, para além das que lhe são atribuídas pelos Estatutos, lhe venham a ser conferidas pela Assembleia Geral;
12- Reunir pelo menos uma vez por mês.
Artigo vigésimo segundo
A Associação obriga-se em quaisquer actos ou contratos, inclusivé de alienação ou oneração, pelas assinaturas de dois membros da Direcção, sendo a primeira do Presidente ou Vice-Presidente e a segunda do Tesoureiro.
Artigo vigésimo terceiro
Compete ao Presidente da Direcção:
1- Promover e presidir às reuniões da Direcção;
2- Representar a Associação isoladamente ou acompanhado do secretário;
3- Distribuir pelos diferentes membros da Direcção as resoluções aprovadas e orientar a sua execução.
Artigo vigésimo quarto
Compete ao Vice-Presidente:
1- Exercer as funções de presidente, nas faltas ou impedimentos deste;
2- Prestar ao Presidente toda a colaboração.
Artigo vigésimo quinto
Compete ao secretário:
1- Resolver o expediente que não necessite de parecer da Direcção ou da Assembleia Geral;
2- Executar as resoluções da Direcção e da Assembleia Geral de que for incumbido pelo Presidente;
3- Encarregar-se da guarda e conservação de toda a documentação respeitante à Associação;
4- Elaborar as actas das reuniões da Direcção, bem como o relatório da actividade anual da Associação, documentos que submeterá à Direcção para aprovação.
Artigo vigésimo sexto
Compete ao Tesoureiro:
1- Dirigir a contabilização das receitas e das despesas da Associação;
2- Promover a cobrança das quotas e outras receitas;
3- Promover o pagamento das despesas autorizadas pela Direcção;
4- Informar a Direcção sobre a situação financeira da Associação;
5- Elaborar o balanço e as contas de cada ano, bem como o projecto de orçamento para o ano imediato, documentos que serão discutidos em reunião de Direcção e submetidos à aprovação da Assembleia Geral, depois do Conselho Fiscal ter emitido sobre eles o seu parecer.
Artigo vigésimo sétimo
Compete ao vogal da Direcção tomar parte na apreciação e resolução de todos os assuntos que sejam submetidos a este órgão social.

Capítulo Sexto
Conselho Fiscal
Artigo vigésimo oitavo
O Conselho Fiscal é constituído por um Presidente, um Vice-Presidente e um Secretário Relator.
Artigo vigésimo nono
Compete ao Conselho Fiscal:
1- Examinar a escrita da Associação sempre que o deseje, de modo a ajuizar da sua correcção;
2- Elaborar parecer sobre as contas do exercício do ano findo e sobre o orçamento para o ano seguinte a apresentar à Assembleia Geral, pela Direcção;
3- Assistir, com carácter consultivo, às reuniões da Direcção sempre que o julgue conveniente ou para tal seja solicitado por aquele órgão;
4- Solicitar a convocação da Assembleia Geral, em sessão extraordinária, quando o julgue necessário.

Capítulo sétimo
Disposições Gerais
Artigo trigésimo
Os casos omissos nos presentes estatutos serão resolvidos de acordo com as disposições constantes no regulamento geral interno da Associação e que entrará em vigor imediatamente após a aprovação pela Assembleia Geral.
§ único: - O regulamento geral interno da Associação só poderá ser alterado em Assembleia Geral reunida por proposta da Direcção ou de um número superior a trinta sócios, no pleno uso dos seus direitos e que naquela se encontrem presentes ou representados.

Lourinhã, 13 de Outubro de 1992

Friday, January 07, 2005

ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA...

Provavelmente já terás ouvido falar da Lourambi - Associação de Defesa do Ambiente do Concelho da Lourinhã.
A Lourambi surge no início da década de 90, por iniciativa de um grupo de cidadãos conscientes da importância das questões ambientais, e dos seus reflexos e implicações na qualidade de vida das populações do concelho. Ao longo de alguns anos, e fruto das suas intervenções, tem contribuido, para a sensibilização e resolução de alguns problemas ambientais do concelho da Lourinhã, mesmo por vezes gerando alguma polémica.
Mas hoje, como sabes, as questões relacionadas com o ambiente tem implicações directas e reflexos, de cada vez maior importância, na vida de todos nós. As soluções, dependem sobretudo da alteração dos comportamentos individuais. As associações juvenis e ambientais desempenham um papel determinante nesta mudança de atitude. Assim, aceitámos o desafio de escrever um artigo sobre temáticas ambientais a incluir neste boletim, e trimestralmente falaremos de ambiente sempre numa perspectiva de educação e sensibilização ambiental.

A água é hoje um bem essencial para a sobrevivência e desenvolvimento da humanidade. A “escassez da água potável no nosso planeta”, é um assunto de extrema importância e actualidade, tendo sido declarado pelas Nações Unidas como um dos mais preocupantes a nível mundial, pelo que decidiu declarar 2003 como o Ano Internacional para a Água Potável.
Os problemas relacionados com a água são reconhecidamente os que representam ameaças mais sérias e imediatas à humanidade.
O estudo das Nações Unidas aponta para um panorama actual bastante preocupante. Não há água suficiente para consumo e cuidados de higiene de 40% da população mundial. Se os padrões de consumo se mantiverem dentro de 25 anos metade das famílias de todo o mundo não vão ter acesso à água. No caso das crianças, o resultado é mais dramático, com mais de 40 mil a morrer em cada dia, devido a problemas com água: falta para consumo e propagação de doenças, são as causas principais. Apesar deste cenário, parte da solução passa por mais bom senso e respeito pelo ambiente.
Além das causas naturais, podem apontar-se alguns erros humanos que agravam o problema da falta de água. A falta de investimento em sistemas de distribuição e na manutenção dos sistemas existentes é uma evidência em muitas regiões do globo... Metade da água dos sistemas de abastecimento em muitos países perde-se, por fugas devido ao mau estado das infraestruturas, por desvios ilegais ou vandalismo. No consumo doméstico a luta contra o desperdício é urgente. Nas cidades há gastos que ultrapassam em muito as necessidades diárias e que se prendem com falta de formação cívica.
A Quercus realizou um estudo sobre os hábitos de consumo dos Portugueses, concluindo que, a maioria da população não considera o consumo de água um problema ambiental:
• Os gastos domésticos são muito elevados em relação ao que seria necessário para atingir os níveis de conforto.
• Existem poucos mecanismos de diminuição dos consumos, como autoclismos de carga dupla e reguladores de pressão ou regulação das torneiras e chuveiros.
• As pessoas não sabem quais as actividades que provocam maiores gastos de água.
• O sistema de preços e de organização dos recibos de água não é o mais adequado, ou seja, as pessoas têm dificuldade em poupar água porque não tem a percepção dos gastos.
Apesar de Portugal não ser um país pobre no que se refere aos recursos hídricos, a grande irregularidade no espaço e no tempo, pode levar a situações de escassez localizadas. Além disso, confrontamo-nos ainda, com o facto de cerca de 50% das nossas disponibilidades hídricas virem de Espanha através dos rios Minho, Lima, Douro, Tejo e Guadiana.
As torneiras a pingar, a água a correr enquanto tomamos duche, lavamos os dentes ou as mãos, são pequenos exemplos de como a todo o instante desperdiçamos "o petróleo do século XXI", apesar da sua importância. Há, no entanto, gestos que podem ajudar a diminuir os excessos de consumo.

O que gastamos:Autoclismo: 10 a 15 litros por descarga: corresponde à água que um habitante das regiões semiáridas de África gasta por dia.Banho de imersão: 150 a 200 litros Duche: 20 a 80 litros Lavar os dentes: 2 a 12 litros Lavar as mãos: 2 a 18 litros Máquina de lavar roupa: 60 a 90 litros Máquina de lavar louça: 18 a 30 litros Caudal de torneira normal: 10 litros/minuto
Torneira a pingar: 170 litros/mês
Como poupar:
Num banho de imersão gasta-se cerca de 200 litros de água. No duche, se demorar apenas cinco minutos, gasta-se 20 litros. Não deixes a água a correr enquanto te ensaboas. • Enquanto escovas os dentes fecha a torneira. Pouparás entre 10 a 20 litros de água. • Em cada descarga do autoclismo gasta-se 10 a 15 litros de água. Opta por um autoclismo de baixa capacidade ou de dupla dose e diminui o volume de descarga do autoclismo colocando uma garrafa cheia de água ou areia no depósito do autoclismo. • Quando lavares a loiça não o faças em água corrente, utiliza a bacia do lava-loiça. Use a mínima quantidade de detergente necessário para uma lavagem eficaz. Pouparás água e detergente.
• Rega o jardim e as plantas de manhã cedo ou à noite, para poupar a água que se perde com o calor ou o sol.
• Dá preferência aos electrodomésticos amigos do ambiente, que poupam água e energia.
• Para lavares o carro utiliza baldes de água, em vez de teres a mangueira sempre a correr.

Ao poupares água, estás a reduzir as necessidades de captação e tratamento de água, reduzindo os custos dessa operação e poupando na factura da água. Ao poupares um recurso natural, inestimável e inacessível a muitas pessoas, estás a demonstrar uma atitude altruísta para com o ambiente e a humanidade em geral. Não penses que não vale a pena fazeres nada, apenas porque és o único, porque ninguém cometeu maior erro do que aquele que não fez nada, só porque podia fazer muito pouco. Mãos à obra!

Sugestões/comentários: lourambi@clix.pt

Tuesday, March 23, 2004

LOURAMBI: RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2003

Apresentação à
Assembleia Geral Ordinária de 19 de Março de 2004

Acções desenvolvidas:
• Ofício para CML sobre “ecopontos” municipais.
• Artigo no Alvorada sobre Dia Zonas Húmidas.
• Ofício para CML a solicitar informação sobre construção de campos de golfe em Paimogo.
• Reunião ECOESTE preparação do seminário sob o tema “A água”.
• Artigo no Alvorada sobre podas de árvores ornamentais.
• Artigo no Alvorada sobre construção de campos de golfe em Paimogo.
• Preparação percurso pedestre no Vale Tornada,, Reguengo Grande, a realizar com Associação Tá Mexer.
• Artigo no boletim do Tá Jovem sobre Ano Internacional da Água Doce.
• Contacto com escolas para debate sobre erosão costeira.
• Preenchimento do boletim do INE.
• Artigo no Alvorada sobre árvores de arruamento.
• Artigo no Alvorada sobre dias verdes e rede natura 2000.
• Declarações à comunicação social sobre contaminação das águas balneares da PAB, por barreira artificial de areia ter cedido.
• Reunião na CML de preparação do seminário
• Actividade de final de Campo de férias do Tá Mexer, Jogo das Correspondências.
• Comemoração do Dia Europeu da Mobilidade, com Peddy paper no centro da Lourinhã.
• Sessão de abertura do seminário da ECOESTE “Água e Agenda xxI”







• Sessão local do seminário da ECOESTE “Águas subterrâneas –Consumo e comportamentos”.
• Sessão de encerramento do seminário da ECOESTE: resumos das sessões locais e elaboração de conclusões.
• Participação no II Congresso do Oeste sob o tema “Ordenamento do território como factor de desenvolvimento estratégico”. Apresentação das conclusões do seminário da Ecoeste.
• Resposta a inquérito WWF para Base dados Mediterrânica de organizações do ambiente (Espanha).
• Presença em actividade da ALAMBI, na sementeira de árvores na Serra de Montejunto
• Novos sócios 2003: 12



LOURAMBI: PLANO DE ACTIVIDADES E ORÇAMENTO 2004



Apresentação à
Assembleia Geral Ordinária de 11 de Dezembro de 2003
PLANO DE ACTIVIDADES 2004

O plano de actividades para o ano de 2004 é composto por acções que pretendem aproximar a Lourambi da comunidade local, mantendo uma presença regular na comunicação social, e implementando a sua capacidade para acessoria técnica. Pretende-se também ter um papel activo de educação ambiental, apresentando-se esta como objectivo base de todas as acções a desenvolver.
• Registo da Lourambi na CML a fim do recenseamento associativo e posterior candidatura a subsídios.
• Elaboração de posters temáticos do património natural do concelho.
• Continuação do projecto do “Espaço Natural da Rocha”, em colaboração com a Junta de Freguesia de Ribamar e Câmara Municipal da Lourinhã.
• Colaboração com Associação “Tá Mexer”, em acções específicas de educação ambiental, e participação na redacção do boletim trimestral, com a inclusão duma crónica ambiental.
• Continuação do estudo e caracterização do ecossistema dunar do concelho da Lourinhã.
• Realização do Passeio pedestre ao Vale Tornada, Reguengo grande, destinado a entidades oficiais (Presidentes das Câmaras Juntas de Freguesia, Região de Turismo, etc.), para sensibilização ambiental a avaliação do potencial local como núcleo duma rede de turismo natureza.
• Colaboração periódica com o Jornal Alvorada, assegurando mensalmente uma crónica sobre ambiente.
• Participação no concelho cinegético municipal.
• Criação da página na Internet.
• Concurso bianual de arquitectura sustentável.
• Acompanhamento/vigilância da situação ambiental do concelho.


ORÇAMENTO 2004




Estimativa de Receitas


Origem das Receitas Valor
Quotas € 175,00
Subsídio da Junta de Freguesia € 250,00
TOTAL € 425,00




Estimativa de Despesas


Despesas Valor
Regularização de Quotas da Leader Oeste € 300,00
Expediente (Correio) € 5,00
Apartado € 20,00
Quota do GEOTA € 30,00
Anúncios do Alvorada € 70,00
TOTAL € 425,00

COMO USAR OS ECOPONTOS?

Por Arq. Filomena Frade

Recipientes

- Volte a usar garrafas e boiões de vidro sempre que possível.
- Use recipientes que possam ser reutilizados para guardar alimentos no frigorífico, em vez de os embrulhar em película aderente ou papel de alumínio.
- Compre produtos em tamanho familiar, porque se poupa na embalagem.
- Opte por produtos pouco embalados e tenha em atenção o empacotamento duplo. Existem produtos embrulhados em várias camadas supérfluas.
- Antes de deitar as argolas de plástico das latas de bebidas para o lixo, dê-lhes umas tesouradas. Assim, evita que as aves que contactam com esses resíduos nas praias ou campos, sufoquem ao ingeri-las, confundindo o plástico com alimento.
- As embalagens de bebida e alimentos devem ser previamente lavadas e secas antes de seguirem para os ecopontos para não comprometer a reciclagem.
- Não compre embalagens individuais de sumo. Por cada bebida deita-se fora o cartão, a palhinha e o plástico que a envolve.
- Compre bebidas em garrafas com depósito em vez de tara perdida.
- Consuma produtos em garrafas de vidro pois estas são facilmente recicladas.
- Compre ovos em embalagens de cartão e não de esferovite.
- Compre legumes, cogumelos, carne, etc, avulso e não embalados. Estará a evitar o desperdício.
- Deposite no plasticão (contentor amarelo), para posterior reciclagem:
- embalagens de água;
- embalagens de sumos, néctares e refrigerantes;
- embalagens de vinagre;
- sacos de plástico limpos;
- esferovite limpa;
- embalagens de detergentes;
- embalagens de produtos de higiene;
- invólucros de plástico.

Não deposite:
- embalagens de margarina, manteiga e banha;
- invólucros ou embalagens de cosmética gordurosa;
- embalagens de combustíveis e óleo de motor.

Deposite no vidrão (contentor verde), para posterior reciclagem:
- garrafas e garrafões de água;
- garrafas e garrafões de vinho;
- garrafas de cerveja;
- garrafas de sumos, néctares e refrigerantes;
- garrafas de azeite e vinagre;
- frascos de produtos de conserva;
- frascos de molhos;
- boiões de mel e compotas;
- garrafas e boiões de leite e iogurtes.

Não deposite:
- pratos, copos, chávenas e jarras de loiça;
- materiais de construção civil;
- vidro proveniente de hospitais e laboratórios;
- vidros de janelas, vidraças, pára-brisas, etc;
- vidros armados;
- ecrãs de televisão;
- lâmpadas;
- espelhos;
- pirex,
- cristais;
- vidros corados;
- vidro opala;
- embalagens de cosmética e perfumes;
- tampas e rolhas das embalagens de vidro.

Papéis

- Evite o uso de papéis decorados, engessados ou perfumados, pois possuem produtos que dificultam a reciclagem.
- Os papéis e papelões para reciclagem não devem ser amassados, mas sim, dobrados, para não ocuparem muito volume.
- Evite o uso de papel de alumínio na cozinha. O alumínio é feito a partir de um mineral chamado bauxite, que se encontra principalmente em países tropicais, onde a sua extracção pode destruir grandes áreas de floresta húmida. Também se desperdiça energia ao transformar a bauxite em alumínio.
- Tenha panos na cozinha para limpar pingos e salpicos, em vez das toalhas de papel.
- Use guardanapos e lenços de tecido, em vez dos feitos de papel, pois duram muito mais tempo.
- Compre papel higiénico "não branqueado com cloro", porque o braqueamento produz químicos venenosos (dioxinas) que, uma vez nos rios, podem matar peixes e outras espécies animais.
- Compre e utilize produtos feitos de papel reciclado sempre que possível e encoraje outras pessoas a fazer o mesmo. A média de desperdício de papel, por ano, numa casa tradicional, corresponde a seis árvores.
- Faça as emendas aos seus textos directamente no ecrãn do computador. Assim evita impressões desnecessárias e gastos de papel com rascunhos.
- Reaproveite envelopes em bom estado, colando depois etiquetas por cima do que estiver escrito.
- Leve uma chávena para o emprego, em vez de usar copos de papel.
- Arranje uma fotocopiadora de frente e verso. Economizará milhares de folhas, sempre que tiver de fotocopiar relatórios compridos.
- Coloque um recipiente no local de trabalho só para o "lixo" de papel.
- Deposite no papelão (contentor azul), para posterior reciclagem:
- caixas de cereais;
- invólucros de cartão;
- sacos de papel
- papel de embrulho;
- jornais e revistas;
- papel de escrita.

Não deposite:
- pacotes de sumo;
- pacotes de leite;
- embalagens de produtos químicos;
- sacos de cimento;
- fraldas e toalhetes;
- pacotes de batatas fritas e aperitivos;
- guardanapos de papel;
- papel de cozinha;
- lenços de papel;
- papel de lustro;
- papel celofane;
- papel vegetal;
- papel químico;
- papel de fax;
- papel de alumínio;
- papel autocolante.

Diversos

- Não compre extintores de incêndio à base de halon.
- Evite usar esferovite, feita com CFCs (clorofluorcarbonetos).
- Deixe os medicamentos fora de prazo de validade no farmacêutico e entregue restos de medicamentos ainda com eventual utilização nos Centros de Saúde.
- Apoie organizações de carácter ambiental nas suas campanhas.
- É preferível comprar produtos bem feitos e de confiança, uma vez que são normalmente reutilizáveis e duram muito mais tempo. Isto reduz a poluição.
- Deixe sempre os produtos perigosos nas embalagens de origem para evitar que alguém os confunda com outros.
- Não queime produtos perigosos.
- Se achar que uma indústria está a prejudicar o Ambiente, escreva-lhe uma carta ou mande um e-mail e expresse a sua preocupação.
- Evite comprar fraldas descartáveis e prefira as de pano ou use-as alternadamente. As fraldas descartáveis podem demorar 500 anos a desfazer-se; as de pano podem ser usadas cem vezes cada uma e decompõem-se num período de um a seis meses.
- Se vai comprar casa, certifique-se da sua eficiência energética.
- Compre apenas o que precisa. Evite o desperdício.
- Sugira à empresa onde trabalha o financiamento de iniciativas ambientais na comunidade.
- Evitar comprar produtos de empresas que testam em animais. A lista destas empresas encontra-se no site da LPDA : http://members.nbci.com/_XMCM/molaxoom/Dossier/ExpAnimal/listatestam.htm
- Se vir uma fuga numa boca de rega ou noutro ponto da conduta, previna a sua Junta de Freguesia, Câmara ou EPAL se viver em Lisboa.

A PODA NAS ÁRVORES ORNAMENTAIS
por Arq. Filomena Frade

Todos os anos, durante o mês de Janeiro, assistimos, brutalmente, a uma alteração da paisagem urbana – a poda das árvores ornamentais. Esta técnica, infelizmente generalizada pelo país inteiro e executada por funcionários públicos, tem sido uma das principais responsáveis pelo envelhecimento, e imagem decadente, dos espaços verdes em geral, não sendo excepção no nosso concelho. Esta poda drástica e brutal das árvores, é tecnicamente designada de “Rolagem” (corte de ramos com diâmetro superior a 8 cm, reduzindo a árvore aos ramos estruturais).

O contexto desta situação é fácil de entender (mas não de aceitar): a maioria dos trabalhadores, recrutados para esta operação, são oriundos do meio rural e com experiência da actividade agrícola, onde a poda das árvores fruteiras é uma técnica cultural frequente. Dado que o objectivo, em fruticultura, é obter o máximo de produção de fruto, a condução da árvore é feita de modo a reduzir a produção de matéria lenhosa, canalizando todas as reservas para a produção de fruto. Por outro lado, a redução da dimensão da árvore e do volume de copa, facilita as operações de aplicação de tratamentos fitossanitários e de recolha dos frutos.

Em meio urbano, o objectivo cultural da árvore é muito diferente. A produção de fruto é apenas uma consequência do ciclo vegetativo. O interesse da árvore ornamental reside, essencialmente, nas suas características fisiológicas (folha perene/folha caduca) e morfológicas (porte, configuração da copa, textura do tronco, coloração e morfologia das folhas, cor e época de floração). A árvore ornamental contribui, para a qualidade de vida urbana, desempenhando um papel:

• social – ao proporcionar situações de lazer e recreio em parques e jardins;
• ecológico - atenua os níveis de ruído, retem as poeiras e microorganismos em suspensão e reduz os níveis de dióxido de carbono.
• cultural – cria situações especifícas de referência na paisagem urbana.

Só árvores saudáveis, de fuste (tronco) bem desenvolvido e copa bem estruturada, cumprem eficazmente estes objectivos, e não, seres vegetais atarracados e mutilados.

Muitas das razões apontadas para a necessidade de rolar (evitar que os ramos entrem pelas janelas, reduzir a libertação de resinas e polens que provocam alergias, etc.), são decorrentes duma incorrecta escolha e localização das espécies. Daí, a pertinência de, eleger espécies que estejam bem adaptadas à situação de plantação, para evitar que, mais tarde, sejam mutiladas, apenas porque são inadequadas ao local.

A forma correcta de podar uma árvore ornamental, depende da espécie e da sua aplicação. Pode ser de dois tipos:
- poda de condução: utilizada nos primeiros anos de vida, para elevação da copa (para pemitir a circulação de peões e automóveis sob a árvore);
- poda de manutenção: de 5 em 5 anos, para reduzir a densidade de ramagem (diferente de reduzir o volume de copa).

Algumas das principais consequências de rolar as árvores, permitem-nos perceber a gravidade desta operação:
a) Choque térmico – os ramos exteriores protegem os ramos interiores de queimaduras solares, e os interiores garantem o equilíbrio fisiológico da árvore. Se estes forem eliminados, este equilíbrio é alterado e a árvore fica drásticamente exposta às condições climatéricas.
b) Aspecto desfigurado – a poda altera o porte e o aspecto natural da árvore, tipificando a sua imagem. As diferentes espécies possuem todas a mesma configuração, perdendo-se parte do seu interesse ornamental.
c) Deficiência nutritiva – a eliminação completa da copa reduz o equilíbrio sistema radicular/copa, anulando temporiarmente a capacidade da árvore se auto-alimentar.
d) Falso vigor – dado que se reduziu o volume da árvore, o mesmo número de gomos foliares distribuem-se numa área menor, dando a ilusão de que a árvore rebenta com mais vigor.
e) Pragas e doenças – a dimensão do corte dificulta a cicatrização, ficando a ferida exposta e vulnerável aos ataques de insectos e fungos.
f) Fragilidade dos ramos novos – os novos rebentos surgem nas superfícies de corte, pelo que não possuem uma inserção normal no ramo. Apresentam pouca resistência mecânica e estão sujeitos a desenvolver podridões.
g) Custos – as manutenções tornam-se cada vez mais frequentes e onerosas, na tentativa de evitar a decrepitude precoce da árvore.
h) Morte – algumas espécies não resistem a este tipo de operações, acabando por morrerem, com custos de remoção e substituição.

É preciso entender que o objectivo cultural duma árvore ornamental, não é, definitivamente, o mesmo duma árvore de cultivo, e como tal, o planeamento da plantação e a escolha das técnicas de manutenção, devem ser cuidadosamente adaptados ao objectivo.

Thursday, March 11, 2004

CONVOCATÓRIA PARA ASSEMBLEIA GERAL

Nos termos do art. 15º dos Estatutos da Associação, convocam-se os associados da LOURAMBI - Associação para Defesa do Ambiente do Concelho da Lourinhã, para uma Assembleia Geral Ordinária a realizar no dia 19 de Março de 2043 pelas 21:00 horas, na Junta de Freguesia da Lourinhã, com a seguinte ordem de trabalhos:

Ponto um – Apresentação do relatório de actividades e contas do ano de 2003.
Ponto dois - Quaisquer outros assuntos que os sócios entendam propor e se revistam de interesse para a Associação.

Nos termos do art. 14º a Assembleia funcionará à hora marcada, com pelo menos metade dos sócios no pleno gozo dos seus direitos , ou com qualquer número meia hora depois.

A Presidente da Mesa da Assembleia Geral

(Graça Guerra)

Sunday, February 29, 2004

O BLOG DA LOURAMBI

Este é o blog da LOURAMBI, Associação para a Defesa do Ambiente do Concelho da Lourinhã.

Serve para informar, esclarecer e interagir para a defesa do ambiente na Lourinhã e na Região Oeste.


MORADA

Lourambi, Apartado 48, 2530 Lourinhã, Portugal

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